Avaliação Neuropsicológica
Entender como a sua mente funciona é o primeiro passo para cuidar dela.
Da adolescência à terceira idade
online para adultos, presencial para crianças, adolescentes e adultos.
O que é Avaliação Neuropsicológica
Avaliar não é julgar. É olhar com cuidado, com método e com tempo, para enxergar você por inteiro. Aqui, a avaliação é um encontro, não um exame de aprovação: não tem nota, não tem certo ou errado — tem um mapa sendo desenhado a quatro mãos.
Na prática, é um estudo aprofundado de como o seu cérebro funciona no dia a dia: como você presta atenção, guarda informações, organiza tarefas, encontra palavras, raciocina e lida com as emoções.
Por meio de conversas, tarefas e testes com base científica, a gente junta peças que sozinhas diriam pouco e, juntas, revelam um retrato — ligando o que você percebe na vida real aos processos por trás dele.
Pense num mapa detalhado da sua mente: ele mostra as estradas largas, por onde tudo flui (as suas forças), e os trechos onde o caminho aperta. Saber onde estão os dois é o que permite escolher a melhor rota.
Quando a Avaliação Neuropsicológica é indicada
A indicação da Avaliação Neuropsicológica pode partir de você, de um familiar ou de um profissional de saúde. Em geral, ela ajuda quando surge alguma destas perguntas:
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Atenção e memória
Esquecimentos frequentes, dificuldade de concentração ou de manter o foco em tarefas mais longas.
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Suspeita de neurodivergência
Investigação de TDAH, autismo ou de um perfil cognitivo específico, na vida adulta ou na adolescência.
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Aprendizagem
Dificuldades escolares ou acadêmicas que persistem — leitura, escrita ou raciocínio com números.
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Mudanças com a maturidade
Queixas de memória ou de raciocínio que preocupam ao longo do envelhecimento e merecem um olhar cuidadoso.
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Após eventos neurológicos
Acompanhamento depois de condições que afetam o cérebro, para entender o que mudou e o que foi preservado.
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Acompanhar um tratamento
Medir, ao longo do tempo, a evolução de um quadro ou a resposta a uma conduta já em curso.
O que investiga
Nenhuma habilidade é vista sozinha — elas conversam o tempo todo. Ainda assim, a gente observa cada uma com atenção:
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Atenção e concentração
Selecionar o que importa, sustentar o foco e alternar entre tarefas.
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Memória e aprendizagem
Como novas informações são registradas, guardadas e recuperadas.
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Funções executivas
O painel de controle: planejar, organizar, inibir impulsos e mudar de estratégia.
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Linguagem
Compreender, nomear e se expressar com clareza, na fala e na escrita.
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Percepção visuoespacial
Reconhecer formas, orientar-se no espaço e lidar com relações entre objetos.
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Velocidade de processamento
O ritmo com que a mente recebe, entende e responde.
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Aspectos emocionais
Humor, ansiedade e regulação, porque o que sentimos molda como pensamos.
O PERCURSO, PASSO A PASSO
1. Acolhimento e história
Uma conversa cuidadosa sobre a sua trajetória, suas queixas e seus objetivos. Quando faz sentido, a gente ouve também alguém próximo.
2. Testagem
Atividades e testes aplicados em uma ou mais sessões, sempre respeitando o seu ritmo e com pausas quando precisar.
3. Análise e integração
Fora das sessões, a correção e a interpretação dos resultados, cruzando os dados com a sua história para que tudo faça sentido em conjunto.
4. Devolutiva
Um encontro para conversarmos sobre o que foi encontrado, em linguagem clara, com espaço para as suas dúvidas.
5. Laudo e orientações
Um documento escrito com as conclusões e recomendações práticas — um ponto de partida para os próximos passos do seu cuidado.
Tempo e Preparo
Costumam ser de 8 a 10 sessões, a primeira em média de 90 minutos e as próximas de 60 minutos cada, em datas próximas. Entre a última sessão e a entrega do laudo, algumas semanas — o tempo de uma análise feita com calma.
E o mais importante: não há nada para estudar. A avaliação retrata como você é hoje, e é justamente esse retrato espontâneo que tem valor.
Para o dia, ajuda muito: dormir bem na noite anterior, trazer óculos ou aparelho auditivo (se usa), levar exames e laudos anteriores, anotar os medicamentos que utiliza, vir sem compromisso logo na sequência e pedir pausas sempre que precisar.
Mitos e Verdades
É um teste de QI que diz se sou inteligente.
A inteligência é só uma parte. O foco está em como você pensa — suas forças e seus desafios —, não em um único número.
Posso ser reprovado.
Não existe aprovação. Ninguém passa ou reprova: o objetivo é compreender, e cada resposta é informação valiosa.
Isso é coisa só para crianças.
A avaliação acompanha todas as fases da vida, da adolescência à terceira idade, com instrumentos adequados a cada uma.
O resultado vai virar um rótulo.
O laudo é um guia de cuidado, não uma etiqueta. Ele aponta caminhos e ajustes — quem você é continua maior que ele.
Perguntas frenquentes
Preciso de encaminhamento para fazer?
Não necessariamente. Você pode procurar a avaliação por conta própria; se houver um pedido médico ou de outro profissional, é só trazer.
Posso levar um acompanhante?
Pode. Em alguns momentos a presença de um familiar enriquece a história; durante a testagem, você costuma ficar a sós com o profissional.
As informações são sigilosas?
Totalmente. Tudo o que é compartilhado e os resultados são protegidos pelo sigilo profissional e pertencem a você.
A partir de que idade é possível?
Da infância à terceira idade, com testes escolhidos para a faixa etária e o objetivo de cada pessoa.
A avaliação substitui a terapia ou a consulta?
Não. Ela é uma ferramenta de compreensão que orienta os próximos passos — e dialoga com o acompanhamento psicológico, psiquiátrico ou geriátrico.

Roselene Tavares Pereira
Prazer, eu sou a Rose. Comecei pedagoga, sempre ligada ao desenvolvimento humano. Quando meus filhos chegaram divergentes, fui aprender com eles — e acabei refazendo boa parte do meu caminho: primeiro a neuropsicologia, depois a psicologia. Não vivi a divergência na pele, mas aprendi a enxergá-la de perto, todos os dias. Hoje uno as três formações para olhar cada pessoa no seu próprio funcionamento — e para cuidar de quem precisa de um olhar que enxergue diferente.
Roselene Tavares Pereira
Pedagoga, Psicóloga e Neuropsicóloga-
Pedagogia — Universidade Fumec
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Especialista em Neuropsicologia — Faculdade Santa Casa de Belo Horizonte
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Psicologia — Universidade Estácio de Sá
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Formação em Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT) – Instituto Brasiliense de Análise do Comportamento (IBAC) – em andamento.
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Não vivi a divergência na pele, mas aprendi a enxergá-la de perto, todos os dias. Hoje uno as três formações para olhar cada pessoa no seu próprio funcionamento — e para cuidar de quem precisa de um olhar que enxergue diferente.
Débora Pereira Kling
Psicóloga-
Graduação em Psicologia — Universidade FUMEC
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Pós-graduação em Psicomotricidade — PUC Minas
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Pós-graduação em Psicologia Hospitalar — Faculdade Santa Casa de Belo Horizonte
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Especialização em Transtorno do Espectro Autista (TEA) — UFMG (em andamento)
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Formação em Estimulação Cognitiva — Formação Cognitiva | Shayenne Torres (em andamento).

Débora Pereira Kling
Prazer, eu sou a Débora. Recebi meu primeiro diagnóstico aos 10 anos: TDAH e dislexia. O do autismo veio só no último ano — e foi ele que me levou à pós em autismo que faço hoje, na UFMG. Como o meu irmão, fui me inclinando cada vez mais para a divergência conforme os diagnósticos foram chegando. Cada nome que chegou me explicou um pedaço de mim que eu vivia sem entender. Escolhi a psicologia. Hoje, atender quem cresce divergente é também cuidar de uma história que eu conheço por dentro — de divergente pra divergente.
Vamos juntos?
Conhecer a si mesmo com mais clareza é, no fim, um gesto de cuidado.
Se faz sentido pra você, chama no WhatsApp e a gente conversa sobre o próximo passo.